
Desaviso
nascido em Brasília, vive e trabalha em São Paulo. Investiga o suporte cerâmico como um campo de memória, no qual o fazer manual e o tempo próprio da cerâmica confrontam a urgência de um cotidiano agitado. Procura articular símbolos como a nudez, elementos da natureza, o jardim e caveiras, compondo uma iconografia que estabelece um diálogo entre arquétipos antigos e a vida contemporânea. Dessa forma, constrói uma espécie de testemunho sobre a finitude dos ciclos de vida e morte.
Por meio de formas escultóricas, de símbolos próprios e de uma saturação de formas e cores, manipula a organicidade do barro, desenvolvendo em seus trabalhos temas como a vida na metrópole e seus constantes estímulos e a tensão dos símbolos de poder. A tatuagem, assim como a cerâmica, constitui uma linguagem através da qual aborda memória e registro. Ambas são suportes ancestrais nos quais reinterpreta heranças simbólicas sob a ótica do tempo presente